Reparei que escrevi o último post neste blog há mais de um ano atrás. Foi preciso passar pela situação insólita que passo a descrever para me fazer ver esta situação. Deixei de escrever um pouco antes de vir para o Panamá. Deixei de escrever neste blog, por clara preguiça. É mais fácil mandar umas bocas no Facebook, publicar lá umas fotos ou no Instagram, do que estar com grandes desenvolvimentos neste blog. E assim se passa mais um ano. E que ano! Mas isso dava outro blog... :)
Como dizia, foi preciso passar pela situação insólita de... ser convidado por outro blog para ser seu colaborador (se posso assim dizer) para verificar mais uma vez o incompetente que sou nestas andanças. Só isto prova o elevado gabarito desse blog, que convida para o seu painel de enviados internacionais (upa upa!) esta pessoa que aqui se apresenta irresponsável pelo seu próprio blog.
Espera-se o pior, portanto. Entretanto, deixo-vos com o alto nível, por enquanto, de textos que poderão encontrar nessa página: http://seguesoma.blogspot.com/
E por aqui pelo Panamá, e porque fica sempre bem incluir uma foto, continuamos com estas vistas:
Mostrar mensagens com a etiqueta blog. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blog. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, dezembro 16, 2013
quarta-feira, novembro 04, 2009
Ainda Angola
Um breve post que hoje li, trouxe-me à memória os tempos passados em Angola e as diferenças entre o dia-a-dia naquelas paragens e o que tenho em Portugal. A nível profissional, e vendo bem as coisas, no essencial o meu trabalho é muito semelhante, embora os métodos para o pôr em prática é que sejam distintos. Tenho fases mais optimistas, em que não falta o que fazer e em que sinto que tenho uma função importante dentro do grupo, mas outras em que me sinto mais desmotivado e questiono a importância das tarefas que me estão incumbidas. Nesse aspecto as coisas pouco diferem, onde quer que eu estivesse a trabalhar. Tanto cá como lá, passo o dia de trabalho com colegas, sem família ou amigos pessoais ao meu lado, estou num escritório ou fora dele e enfrento trânsito mais ou menos complicado (no Porto uso o Metro, nisso é muito melhor).
As diferenças começam quando o horário de expediente termina. Estou em Portugal, estou em casa. Vou ter com a família, com amigos. Estou a um passo de vários centros comerciais, cinemas, salas de espectáculo, ginásios, teatros, etc. Só o facto de saber o local onde estamos é suficiente para mudar tudo. Pelo menos comigo. Em Angola, só o sentimento de que ao fim do dia já sabia tudo aquilo que ia ou não fazer, deprimia-me profundamente, logo desde que acordava pela manhã. Havia algumas excepções. Aquelas festas que por vezes (muitas vezes vá) se organizavam, aproveitando qualquer motivo que fosse, tentavam fazer esquecer essa tristeza de vida. Sei ver, acho eu, que algumas pessoas são felizes a viver nestas condições. Ou porque necessitam mesmo, ou porque têm mais ligações com o local, mais família a viver com eles, ou porque pura e simplesmente gostam, sem qualquer outro tipo de justificação.
Hoje, e tenho que dizer que é mesmo hoje porque este tipo de sentimentos está sempre a mudar, não me arrependo de ter ido para Angola. Nem de ter voltado... se bem que neste ponto ainda não devesse colocar as coisas exactamente nestes termos. Espero, em breve, poder estar mais convencido disto. Temos que olhar para o presente e se sobrar um pouquinho mais de visão, quem sabe, olhar também um pouco para o futuro. Mas um futuro a curto prazo. Amanhã, o mês que vem, no máximo no próximo ano. Eu não era assim, e isso é uma das coisas que ainda estranho em mim próprio e que foi fruto da minha estada em África. Aproveitar o dia ao máximo, não sofrer em antecipação, e estar sempre a planear algo para pôr em prática daqui a pouco tempo. Fazer algum plano a breve prazo que nos mantenha constantemente motivados e com forças para alcançar este objectivo, aparentemente simples, mas extremamente prazeroso.
Também nesse aspecto, estar em Portugal ajuda imenso. Sei que tenho que trabalhar de 2ª a 6ª, mas que na 6ª feira ao final da tarde estarei, digamos assim, completamente livre por uns dias. Não tenho que pensar que no dia seguinte de manhã ainda tenho que ir trabalhar, só porque sim, porque parece bem, porque no fundo só vou porque não tenho quaisquer planos pessoais. Assim era em Angola, onde a maior parte das vezes ia no Sábado de manhã até ao local de trabalho. Ia apenas, grande parte das vezes, por ir. Ficava em casa a fazer o quê, se toda a gente ia também? Só se fosse a dormir, ou a tentar fazer que dormia, pois a hora madrugadora de acordar todos os dias, condicionava fortemente o meu relógio interno. Ia passear, com quem, para onde, como? Apenas mais para o final desta aventura, algumas destas situações foram pouco a pouco ficando atenuadas, mas mesmo assim não era a mesma coisa. Aqui, no fim-de-semana, posso ficar pela cidade, ir simplesmente ao cinema, às compras, tratar de certos assuntos pessoais que por indisponibilidade de tempo não pude tratar durante a semana, passear e tirar umas fotos pela Baixa. Posso ir ver um concerto, seguindo as bandas e artistas que tanto gosto ou descobrir novas sonoridades. Posso ir passear com a família, combinar encontros de amigos e organizar o que bem nos apetecer, mediante as inúmeras opções que temos ao nosso alcance. Posso pegar no carro e ir fazer uma viagem mais ou menos longa. Há tanto para ver aqui, tanto para conhecer no nosso país. Já para nem falar de que até posso apanhar um voo (low cost, por apenas alguns euros) e visitar uma qualquer grande cidade europeia. E tudo isto está aqui, mesmo ao lado, ao nosso alcance, sem grandes dispêndios de tempo ou dinheiro. Como alguém me disse recentemente "Aqui as coisas parecem muito mais acessíveis", no sentido em que os sonhos parecem estar bem mais ao nosso alcance. E só conseguimos chegar a essa conclusão depois de termos tido oportunidade de obter algum termo de comparação.
Aprendi muito, a sério, do melhor e do pior… mas o post já vai longo e deixo mais algumas considerações para uma próxima oportunidade. Apetece-me apenas, por agora, despedir com um “até já” e terminar da seguinte forma.
Eu era realmente infeliz em Angola e agora, em Portugal, sou quase feliz.
Nunca desejei tanto que chegasse depressa o Natal!

Aproveito esta oportunidade, para mandar um grande abraço a todos os meus colegas e amigos com quem eu partilhei aqueles longos meses e que contribuíram, sem dúvida, para prolongar um pouco mais e tornar menos penosa a minha estada em Angola. Força aí pessoal! ;) Já pareço um daqueles militares que esteve no Ultramar, no 69º esquadrão de cavalaria da "Quinta das Celebridades". LOL
(Banda sonora deste texto: Muita Kizomba e "Ghostbusters")
As diferenças começam quando o horário de expediente termina. Estou em Portugal, estou em casa. Vou ter com a família, com amigos. Estou a um passo de vários centros comerciais, cinemas, salas de espectáculo, ginásios, teatros, etc. Só o facto de saber o local onde estamos é suficiente para mudar tudo. Pelo menos comigo. Em Angola, só o sentimento de que ao fim do dia já sabia tudo aquilo que ia ou não fazer, deprimia-me profundamente, logo desde que acordava pela manhã. Havia algumas excepções. Aquelas festas que por vezes (muitas vezes vá) se organizavam, aproveitando qualquer motivo que fosse, tentavam fazer esquecer essa tristeza de vida. Sei ver, acho eu, que algumas pessoas são felizes a viver nestas condições. Ou porque necessitam mesmo, ou porque têm mais ligações com o local, mais família a viver com eles, ou porque pura e simplesmente gostam, sem qualquer outro tipo de justificação.
Hoje, e tenho que dizer que é mesmo hoje porque este tipo de sentimentos está sempre a mudar, não me arrependo de ter ido para Angola. Nem de ter voltado... se bem que neste ponto ainda não devesse colocar as coisas exactamente nestes termos. Espero, em breve, poder estar mais convencido disto. Temos que olhar para o presente e se sobrar um pouquinho mais de visão, quem sabe, olhar também um pouco para o futuro. Mas um futuro a curto prazo. Amanhã, o mês que vem, no máximo no próximo ano. Eu não era assim, e isso é uma das coisas que ainda estranho em mim próprio e que foi fruto da minha estada em África. Aproveitar o dia ao máximo, não sofrer em antecipação, e estar sempre a planear algo para pôr em prática daqui a pouco tempo. Fazer algum plano a breve prazo que nos mantenha constantemente motivados e com forças para alcançar este objectivo, aparentemente simples, mas extremamente prazeroso.
Também nesse aspecto, estar em Portugal ajuda imenso. Sei que tenho que trabalhar de 2ª a 6ª, mas que na 6ª feira ao final da tarde estarei, digamos assim, completamente livre por uns dias. Não tenho que pensar que no dia seguinte de manhã ainda tenho que ir trabalhar, só porque sim, porque parece bem, porque no fundo só vou porque não tenho quaisquer planos pessoais. Assim era em Angola, onde a maior parte das vezes ia no Sábado de manhã até ao local de trabalho. Ia apenas, grande parte das vezes, por ir. Ficava em casa a fazer o quê, se toda a gente ia também? Só se fosse a dormir, ou a tentar fazer que dormia, pois a hora madrugadora de acordar todos os dias, condicionava fortemente o meu relógio interno. Ia passear, com quem, para onde, como? Apenas mais para o final desta aventura, algumas destas situações foram pouco a pouco ficando atenuadas, mas mesmo assim não era a mesma coisa. Aqui, no fim-de-semana, posso ficar pela cidade, ir simplesmente ao cinema, às compras, tratar de certos assuntos pessoais que por indisponibilidade de tempo não pude tratar durante a semana, passear e tirar umas fotos pela Baixa. Posso ir ver um concerto, seguindo as bandas e artistas que tanto gosto ou descobrir novas sonoridades. Posso ir passear com a família, combinar encontros de amigos e organizar o que bem nos apetecer, mediante as inúmeras opções que temos ao nosso alcance. Posso pegar no carro e ir fazer uma viagem mais ou menos longa. Há tanto para ver aqui, tanto para conhecer no nosso país. Já para nem falar de que até posso apanhar um voo (low cost, por apenas alguns euros) e visitar uma qualquer grande cidade europeia. E tudo isto está aqui, mesmo ao lado, ao nosso alcance, sem grandes dispêndios de tempo ou dinheiro. Como alguém me disse recentemente "Aqui as coisas parecem muito mais acessíveis", no sentido em que os sonhos parecem estar bem mais ao nosso alcance. E só conseguimos chegar a essa conclusão depois de termos tido oportunidade de obter algum termo de comparação.
Aprendi muito, a sério, do melhor e do pior… mas o post já vai longo e deixo mais algumas considerações para uma próxima oportunidade. Apetece-me apenas, por agora, despedir com um “até já” e terminar da seguinte forma.
Eu era realmente infeliz em Angola e agora, em Portugal, sou quase feliz.
Nunca desejei tanto que chegasse depressa o Natal!

Aproveito esta oportunidade, para mandar um grande abraço a todos os meus colegas e amigos com quem eu partilhei aqueles longos meses e que contribuíram, sem dúvida, para prolongar um pouco mais e tornar menos penosa a minha estada em Angola. Força aí pessoal! ;) Já pareço um daqueles militares que esteve no Ultramar, no 69º esquadrão de cavalaria da "Quinta das Celebridades". LOL
(Banda sonora deste texto: Muita Kizomba e "Ghostbusters")
terça-feira, novembro 27, 2007
A minha 1ª multa
Já sou um homem crescido, um acelera, um perigo para a sociedade. Tive direito, esta semana, a receber a minha primeira multa.


Atingi a louca velocidade de 103 Km/h, na VCI!
Cuidado comigo portanto...
Agradecia não voltar a receber mais prendas destas nos próximos tempos. Não é que não goste, mas tem que se pagar, e parecendo que não é um bocado aborrecido. Vejam lá isso... pelo menos deiam-me uns 6 meses de tolerância.
Já tinha referido que esta multa se refere a Maio?! Pois é...
Espero que com esta pequena doação, esteja a contribuir para que alguém possa ter este ano um Natal um pouco melhor.
Agradecia não voltar a receber mais prendas destas nos próximos tempos. Não é que não goste, mas tem que se pagar, e parecendo que não é um bocado aborrecido. Vejam lá isso... pelo menos deiam-me uns 6 meses de tolerância.Já tinha referido que esta multa se refere a Maio?! Pois é...
Espero que com esta pequena doação, esteja a contribuir para que alguém possa ter este ano um Natal um pouco melhor.
quarta-feira, novembro 14, 2007
Novidades deste Blog
Nos últimos dias, este blog sofreu algumas modificações mais profundas: o design é completamente diferente, foram acrescentados links favoritos e hoje um espaço para chat.
Prometo ainda que passarei a prestar mais atenção ao blog e a colocar posts com muito mais frequência.
Espero que gostem e participem também!
Prometo ainda que passarei a prestar mais atenção ao blog e a colocar posts com muito mais frequência.
Espero que gostem e participem também!
quarta-feira, novembro 07, 2007
David Fonseca - Webisódio 6 - "O Último!"
Vale mesmo a pena ver este webisódio, principalmente pelos convidados especiais que surgem logo no início do vídeo.
eheh!
eheh!
Subscrever:
Mensagens (Atom)