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quarta-feira, fevereiro 22, 2023

O homem que nunca chorava

Havia um homem que nunca chorava,

Um rosto sólido como uma rocha,

Não havia tristeza que pudesse abalá-lo,

Nem dor que pudesse fazê-lo chorar.


Mas ele não era um homem sem emoções,

Com um coração cheio de paixões,

Apenas escondia seus sentimentos,

Atrás de uma máscara de momentos.


Ele enfrentava o mundo com determinação,

Sem medo de enfrentar qualquer situação,

Com sua força e coragem, ele era admirado,

Mas o preço disso era a solidão.


Mas um dia, ele conheceu alguém,

Que viu além da máscara, alguém,

Que viu o coração cheio de amor,

E lhe deu a coragem de chorar.


E ele finalmente deixou suas lágrimas cair,

Deixou seu coração se abrir e compartilhar,

Sua alma agora está livre, livre para sentir,

E ele nunca mais será o homem que nunca chorou.


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(chat.openai.com)

domingo, fevereiro 12, 2023

Ultimamente...


    
Ultimamente, tenho-me sentido desanimado e sem esperança. Parece que nada está a dar certo e que não há nenhum objetivo ou propósito na minha vida. Sinto-me sem direção e como se estivesse flutuando sem rumo. Às vezes, até mesmo a vontade de viver parece desaparecer.

    Mas eu sei que preciso encontrar uma maneira de sair deste buraco emocional. Preciso lembrar que todos passamos por momentos difíceis e que posso superar isso. É importante buscar ajuda se precisar, seja conversando com amigos, familiares ou procurando ajuda profissional. Também é importante ter atividades que tragam prazer e ajudem a recarregar minhas baterias, seja ler um livro, ver um filme, ouvir música ou simplesmente caminhar ao ar livre.

    Eu preciso lembrar-me de que tenho valor e que mereço ser feliz. Vou começar a definir pequenos objetivos e trabalhar para alcançá-los, para que possa me sentir realizado e com propósito novamente. Eu vou-me permitir sentir todos os meus sentimentos, sejam eles bons ou ruins, e seguir em frente, um passo de cada vez. Vou lutar pelo meu bem-estar e pelo meu futuro, porque eu sei que posso superar isso.

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(chat.openai.com)

quinta-feira, novembro 07, 2019

12 Regras para a vida


12 Regras para a vida

  1. Levantar a cabeça e endireitar as costas, sem mostrar medo.
  2. Cuide de si como cuida daqueles que dependem de si.
  3. Faça amizades com pessoas que querem o melhor para si.
  4. Compare-se com aquilo que era ontem e não com o que os outros são hoje.
  5. Não deixe os seus filhos fazerem coisas que o levem a não gostar deles. Porque o 'não' também existe e deve ser dito.
  6. Ponha a sua casa em ordem antes de criticar o mundo. Limpe a sua vida e a sua mente antes de poder criticar os outros.
  7. Procure alcançar aquilo que tem sentido (e não o que lhe dá jeito). Procure o prazer. Siga os seus impulsos. Faça o que o faz feliz e realizado.
  8. Diga a verdade - ou pelo menos não minta. Isto vai evitar bolas de neve e situações caóticas.
  9. Parta do principio de que a pessoa que está a falar consigo talvez saiba alguma coisa que você não sabe.
  10. Seja rigoroso no seu discurso. Não deixe margem para erros ou más interpretações.
  11. Não incomode as crianças quando estão a andar de Skate. Talvez eles sejam os corajosos por experimentarem. Sem medo.
  12. Se vir um gato na rua faça-lhe uma festa. Os gatos são uma forma de manifestação do ser e da sua imprevisibilidade. Tal como a vida!
Do livro: 12 Regras para a vida - Um antídoto para o caos - Peterson, Jordan B.
Mais informações neste artigo.

sábado, setembro 21, 2019

Tempos e Decisões


Regresso a este blog tantos anos depois... As redes sociais, tais como o Facebook e o Instagram estão em alta. No entanto sinto necessidade de escrever algo mais, que vá além destes imediatismos e que fique, nem que seja apenas para minha memória, e menos acessível aos magotes de "amigos" destas redes.

Estamos em 2019, um ano que está a ser de viragem para mim. Não acredito que seja qualquer influência dos 40s, apenas uma coincidência temporal, em que se conjugam várias circunstâncias da vida que me fazer mudar e avançar.

Mudanças profissionais e pessoais, algumas em curso, umas mais adiantadas outras nem tanto. Decisões tomadas, soluções encontradas, outras por encontrar, fruto do correr dos tempos. Nem todas serão as melhores ou mais corretas, ao olhar externo de terceiros, mas são aquelas para as quais a experiência anterior me guiou. E nunca até agora me arrependi das opções mais importantes que tomei na vida, pois elas eram as mais corretas naquele momento do tempo em que foram tomadas. Por isso mesmo foram as opções mais acertadas.

Como Saramago, eu não quero ter pressa, mas simultaneamente não posso perder tempo. Sendo a "pressa a inimiga da perfeição", e essa perfeição uma característica do meu signo astrológico, há muito deixada para segundo plano. Não sem dor, mas aceitando cada vez mais que não a é possível alcançar. Aí entra a questão da falta de tempo, pois não o querendo perder, temos que trabalhar no sentido duma maior eficiência e no consequente equilíbrio entre o tal tempo despendido em função do nível de perfeição do resultado obtido.

Pode parecer tudo muito teórico e apenas palavreado, mas é algo que está constantemente a acontecer no nosso dia-a-dia. E ter este equilíbrio é fulcral. Só que depois aí entram todos os factores externos, que vêm constituir um desafio ainda mais complexo. Acreditamos nós que estamos a seguir o melhor caminho, a tomar as decisões mais acertadas, tendo em consideração o nosso próprio bem-estar e o dos que nos são mais próximos, e logo surge alguma situação ou alguém que nos faz estacar ou caminhar noutro qualquer sentido.

Estes últimos dois anos, resultantes das alterações a nível profissional, foram aqueles em que mais aprendi. Costumo dizer que a mudança laboral foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido e continuo ciente disso mesmo. Estava estagnado e com palas. Nesse momento consegui abrir os olhos e absorvi finalmente tudo aquilo que me estava a passar ao lado durante tantos anos. E por isso mudei. Para melhor, para pior, depende do ponto de vista. Eu sinto-me mais feliz, isso é certo. Algumas pessoas poderão sentir que não me conhecem, porque estavam habituadas ao tal Eu que estava sob grilhetas. Outras pessoas, talvez porque não me conheciam antes ou talvez porque se identificam mais com estes valores, vêm o lado positivo das minhas mudanças. Não deverei eu identificar-me e sentir-me mais próximo também destes últimos? Pessoas lutadoras, que ultrapassaram ou continuam a ultrapassar dificuldades, que lutam dia-a-dia pela sua felicidade e dos seus, e que por isso mesmo tiveram que a dado momento dar uma volta completa às suas vidas para encontrar a saída do seu labirinto.

Nesta actividade imobiliária encontro muitas pessoas assim e claro que sinto admiração por elas. Não é a formação de cada um que nos faz ser melhores ou piores seres humanos. É a nossa experiência de vida, o nosso passado em conjugação com as nossas ambições para o futuro, que condicionam as acções que tomamos no agora presente. Pessoas que diariamente lutam pelo que acreditam e que constantemente se excedem não apenas a si mesmas, mas que também combatem as influências negativas do seu círculo de familiares e amigos, que desvalorizam as suas opções de vida, tanto profissionais como pessoais. Estas pessoas são os meus ídolos, que tive o privilégio de conhecer e com que partilho diariamente variadas situações. Vejo-os ser premiados, subir ao palco, seres humanos como eu, homens, mulheres, novos, velhos, altos, baixos, cada um com o seu perfil, todos eles pessoas que merecem uma homenagem pelas suas conquistas. Que um dia disseram para si mesmos que esse era o seu caminho e que agora alcançaram o seu destino ou estão a fazer a sua caminhada. Com mais ou menos pressa e sem perder demasiado tempo.

Bem hajam! Saúde e siga em frente...

quarta-feira, agosto 03, 2016

"45 lições que a vida me ensinou"

Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade:

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que já escrevi. Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto  aqui vai a coluna mais uma vez:"

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, e pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Só quem te ama.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico (a) agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras. 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34.. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa - morrer jovem.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é o  que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.


Ponha estas lições em prática. Não espere completar 90 anos!

sábado, abril 25, 2015

Duas semanas

Duas semanas, é o que diz o calendário.
Pareceram mais dois meses, contesta o coração.
Na realidade foi um só dia interminável.
Porque o meu dia só termina realmente quando cai a noite, aconchego o meu filho na cama e me deito com a minha mulher.
E esse dia finalmente terminou.
E eu pude dormir descansado.


terça-feira, outubro 23, 2012

Olá!

Oláaaaaaaa! :D
Olha, ainda não me fecharam aqui o meu blog... :P
É no que dá uma pessoa só ligar ao Facebook!
Dei aqui um pulo para dar um olá a todos, ou pelo menos aqueles que por mero acaso estiverem a ler isto.


Oláaaaa!
Alguém responde?

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Impasse e Siga

Já vai quase um ano que não escrevia aqui nada... como o tempo passa!
Momentos de reflexão, algum impasse até, fizeram-me regressar aqui e alguns textos que escrevi há algum tempo atrás. Há três anos atrás, mais coisa menos coisa. Numa outra vida, confesso. Já não sou agora aquela mesma pessoa, embora possa parecer. Tanta coisa já aconteceu desde então. Grandes mudanças, imensas. Que marcam a nossa existência como ser humano e não apenas como um simples cordeiro que vai seguindo as pisadas do seu rebanho. É com alguma emoção que recordo as palavras então escritas e sinto algumas das mesmas sensações que na altura senti. Hoje continuo a ter a certeza de ter caminhado na direcção correcta, tendo em conta as circunstâncias que se me apresentavam no momento. Por isso não me arrependo de nada. Como posso eu arrepender-me de decisões que me levaram ao ponto em que estou agora e em que me sinto tão feliz. Claro que nada é nunca completamente perfeito e de acordo com todos os nossos desejos. Mas se assim fosse, qual seria a piada da vida? Lutar e evoluir é o verdadeiro caminho para a felicidade. Parar é... pois bem, é tão só isso mesmo, parar.
Por isso mesmo, siga em frente, que atrás vem gente!

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Já tenho 1 mesinho


Já tenho mais do que um mês e até já saio várias vezes. Ah pois é! Só não saio mais por causa desta chuva. Aqui estava ao colo da minha avó a ter bons sonhos. :)

sexta-feira, janeiro 21, 2011

O meu 1º golo


Este já sou eu mais crescido, preparado para alinhar pelo meu clube :P FCP!!! Ah pois é, até já sou sócio e tudo. Esta minha família não tem juízo...

Olá, eu sou o Bruno!


Olá! Eu sou o Bruno David. Esta foto foi tirada no dia em que nasci. Agora já estou bem mais crescido. Beijinhos a todos e obrigado por todo o apoio que têm dado aos meus papás e a mim! :)

sexta-feira, junho 18, 2010

Civilização

"(...) que importa bendizer ou maldizer da vida? Afortunada ou dolorosa, fecunda ou vã, ela tem de ser vivida. Loucos aqueles que, para a atravessar, se embrulham desde logo em pesados véus de tristeza e desilusão, de sorte que na sua estrada tudo lhes seja negrume, não só as léguas realmente escuras, mas mesmo aquelas em que cintila um sol amável. Na Terra tudo vive – e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. É no máximo da civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um teto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear.

Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso – e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência!"

in "Civilização", Eça de Queiroz

(http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/c/civilizacao_conto)

quarta-feira, novembro 18, 2009

Gary - Cinanima

Gary, uma das minhas curtas metragens de animação favoritas, das que vi no Cinanima.

Fé - dá que pensar

(Fé - As balas são reais. O teu Deus não.)

É uma imagem e um comentário forte, dá que pensar...

terça-feira, novembro 17, 2009

Aquece o coração.

"(500) Days of Summer."Amei!

Uma belíssima forma de aquecer o coração nestes dias frios de Outuno.
Para ver bem acompanhado, ou sozinho, um filme que "mexe" connosco.

Sugiro que também ouçam a banda sonora, também ela de altíssimo nível.

Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn't.

This is not a love story. This is a story about love.


A estrear em breve, ou talvez não, numa sala de cinema (ou directo para home video) perto de si...

quarta-feira, novembro 04, 2009

Ainda Angola

Um breve post que hoje li, trouxe-me à memória os tempos passados em Angola e as diferenças entre o dia-a-dia naquelas paragens e o que tenho em Portugal. A nível profissional, e vendo bem as coisas, no essencial o meu trabalho é muito semelhante, embora os métodos para o pôr em prática é que sejam distintos. Tenho fases mais optimistas, em que não falta o que fazer e em que sinto que tenho uma função importante dentro do grupo, mas outras em que me sinto mais desmotivado e questiono a importância das tarefas que me estão incumbidas. Nesse aspecto as coisas pouco diferem, onde quer que eu estivesse a trabalhar. Tanto cá como lá, passo o dia de trabalho com colegas, sem família ou amigos pessoais ao meu lado, estou num escritório ou fora dele e enfrento trânsito mais ou menos complicado (no Porto uso o Metro, nisso é muito melhor).

As diferenças começam quando o horário de expediente termina. Estou em Portugal, estou em casa. Vou ter com a família, com amigos. Estou a um passo de vários centros comerciais, cinemas, salas de espectáculo, ginásios, teatros, etc. Só o facto de saber o local onde estamos é suficiente para mudar tudo. Pelo menos comigo. Em Angola, só o sentimento de que ao fim do dia já sabia tudo aquilo que ia ou não fazer, deprimia-me profundamente, logo desde que acordava pela manhã. Havia algumas excepções. Aquelas festas que por vezes (muitas vezes vá) se organizavam, aproveitando qualquer motivo que fosse, tentavam fazer esquecer essa tristeza de vida. Sei ver, acho eu, que algumas pessoas são felizes a viver nestas condições. Ou porque necessitam mesmo, ou porque têm mais ligações com o local, mais família a viver com eles, ou porque pura e simplesmente gostam, sem qualquer outro tipo de justificação.

Hoje, e tenho que dizer que é mesmo hoje porque este tipo de sentimentos está sempre a mudar, não me arrependo de ter ido para Angola. Nem de ter voltado... se bem que neste ponto ainda não devesse colocar as coisas exactamente nestes termos. Espero, em breve, poder estar mais convencido disto. Temos que olhar para o presente e se sobrar um pouquinho mais de visão, quem sabe, olhar também um pouco para o futuro. Mas um futuro a curto prazo. Amanhã, o mês que vem, no máximo no próximo ano. Eu não era assim, e isso é uma das coisas que ainda estranho em mim próprio e que foi fruto da minha estada em África. Aproveitar o dia ao máximo, não sofrer em antecipação, e estar sempre a planear algo para pôr em prática daqui a pouco tempo. Fazer algum plano a breve prazo que nos mantenha constantemente motivados e com forças para alcançar este objectivo, aparentemente simples, mas extremamente prazeroso.

Também nesse aspecto, estar em Portugal ajuda imenso. Sei que tenho que trabalhar de 2ª a 6ª, mas que na 6ª feira ao final da tarde estarei, digamos assim, completamente livre por uns dias. Não tenho que pensar que no dia seguinte de manhã ainda tenho que ir trabalhar, só porque sim, porque parece bem, porque no fundo só vou porque não tenho quaisquer planos pessoais. Assim era em Angola, onde a maior parte das vezes ia no Sábado de manhã até ao local de trabalho. Ia apenas, grande parte das vezes, por ir. Ficava em casa a fazer o quê, se toda a gente ia também? Só se fosse a dormir, ou a tentar fazer que dormia, pois a hora madrugadora de acordar todos os dias, condicionava fortemente o meu relógio interno. Ia passear, com quem, para onde, como? Apenas mais para o final desta aventura, algumas destas situações foram pouco a pouco ficando atenuadas, mas mesmo assim não era a mesma coisa. Aqui, no fim-de-semana, posso ficar pela cidade, ir simplesmente ao cinema, às compras, tratar de certos assuntos pessoais que por indisponibilidade de tempo não pude tratar durante a semana, passear e tirar umas fotos pela Baixa. Posso ir ver um concerto, seguindo as bandas e artistas que tanto gosto ou descobrir novas sonoridades. Posso ir passear com a família, combinar encontros de amigos e organizar o que bem nos apetecer, mediante as inúmeras opções que temos ao nosso alcance. Posso pegar no carro e ir fazer uma viagem mais ou menos longa. Há tanto para ver aqui, tanto para conhecer no nosso país. Já para nem falar de que até posso apanhar um voo (low cost, por apenas alguns euros) e visitar uma qualquer grande cidade europeia. E tudo isto está aqui, mesmo ao lado, ao nosso alcance, sem grandes dispêndios de tempo ou dinheiro. Como alguém me disse recentemente "Aqui as coisas parecem muito mais acessíveis", no sentido em que os sonhos parecem estar bem mais ao nosso alcance. E só conseguimos chegar a essa conclusão depois de termos tido oportunidade de obter algum termo de comparação.

Aprendi muito, a sério, do melhor e do pior… mas o post já vai longo e deixo mais algumas considerações para uma próxima oportunidade. Apetece-me apenas, por agora, despedir com um “até já” e terminar da seguinte forma.

Eu era realmente infeliz em Angola e agora, em Portugal, sou quase feliz.
Nunca desejei tanto que chegasse depressa o Natal!


Aproveito esta oportunidade, para mandar um grande abraço a todos os meus colegas e amigos com quem eu partilhei aqueles longos meses e que contribuíram, sem dúvida, para prolongar um pouco mais e tornar menos penosa a minha estada em Angola. Força aí pessoal! ;) Já pareço um daqueles militares que esteve no Ultramar, no 69º esquadrão de cavalaria da "Quinta das Celebridades". LOL

(Banda sonora deste texto: Muita Kizomba e "Ghostbusters")

terça-feira, setembro 22, 2009

(I)Mobilidade social


"Tenho 18 anos, acabo de tirar a carta e por isso é normal que queira levar o carro para todo o lado". Foi esta frase proferida hoje por um jovem às câmaras da SIC, numa reportagem sobre a Semana da Mobilidade, que deu o mote para este meu post.

Tal como alguém respondeu ao meu tweet "talvez até consiga perceber o puto. (...) também preferiria ir confortavelmente no seu carro, lavadinho, a cheirar a ambientador, sentadinho. Eu preferiria, com certeza." Eu também! E cada pessoa tem direito a isso mesmo, fazer as suas escolhas. Se tem vontade e capacidade financeira para isso, ou mesmo que não tenha, isso é lá com ela. Não venham é depois queixar-se das crises, dos impostos, do preço dos combustíveis, "and so on"...

Também acho que isto da Semana da Mobilidade ou do Dia sem Carros é mais uma daquelas iniciativas politicamente correctas, que ficam bem dizer que são feitas, não importa qual a adesão ou consequências. Isso para mim é realmente o menos importante para cumprir os objectivos pretendidos. Eu concordo é com o aumento dos impostos sobre os combustíveis fósseis, criação de portagens na entrada das grandes cidades, subida dos preços dos lugares de estacionamento e redução do número dos mesmos nos centros históricos. Criação de mais vias exclusivas para transportes públicos colectivos e ciclovias. Também acho interessante a ideia da criação de vias exclusivas para veículos com mais de uma pessoa a bordo, mas apenas em algumas estradas periféricas e que tenham acesso a interfaces com transportes públicos. Mas será que isso pode realmente mudar as mentalidades? Cada pessoa tem a sua forma de pensar, mas acho que todas estas regras poderão condicionar a forma como certas pessoas se comportam e evitar que prejudiquem a vida dos outros, com alguma consciência social e ecológica.

Eu próprio, aos 18 anos também tirei a carta e tinha o carro parado à porta de casa. Tinha noção que tanto para mim como para a sociedade em geral, o facto de eu ir sozinho na viatura, acarretava custos acrescidos, perfeitamente evitáveis. E por isso deslocava-me a pé até à paragem de autocarro (ainda não havia metro, que uso hoje diariamente), onde por vezes chegava a esperar uma hora, no pior dos casos. E porquê?! Os autocarros até deveriam ter uma periodicidade de 15 minutos. A demora era causada pelo tráfego gerado essencialmente pelos veículos ligeiros que transportavam 1 ou 2 pessoas e que atrasavam os autocarros que poderiam transportar cerca de 50 pessoas.

Será que andar a pé 15, 20, 30 minutos por dia nos vai prejudicar? Até faz bem, e poupa nos ginásios. (Tirando alguns casos de pessoas que não possam mesmo, tipo idosos ou deficientes físicos) Está a chover? Há guarda chuvas e impermeáveis bem eficientes. Tá calor? Os transportes agora até têm A/C. Lugares confortáveis para ir a ler, dormir, ouvir uma musiquinha. Por isso não entendo... Mas isso sou eu, né?

É porreiro sair de casa, de manhã, directo pró carro e do carro para o escritório. Ao fim do dia, do escritório directo pró carro e dele para casa. Ou então do carro pró ginásio para malhar durante 2 horas, que a gente precisa de estar em forma. E já agora deixa-me cá apanhar o elevador ou as escadas rolantes para ir fazer compras pró shopping. Isto é que vai uma crise... de valores!

sexta-feira, setembro 18, 2009

No teu deserto


Tão bonito! Apaixonei-me por este livro.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Esmiuçando

Verbo

es.mi.u.çar

1. reduzir a pó
2. detalhar ao máximo

Sinônimos

* De 1 (reduzir a pó): esfarelar, pulverizar, esmiudar.
* De 2 (detalhar ao máximo): especificar.


http://pt.wiktionary.org/wiki/esmiuçar