Há dias assim. Mais difíceis que outros. Dias em que me sinto perdido. Ainda mais perdido do que nos restantes dias em que atravesso este labirinto. Sinto que a saída está lá, apenas à espera de ser descoberta. Encontro muitos becos sem saída, mas dou logo meia volta e sigo em frente. Esses becos sucedem-se, mas os caminhos correctos para a saída também. Passo por alguns pontos em que encontro a motivação que necessito para seguir em frente. Infelizmente eles têm logo que ficar para trás e continuo isolado o meu trilho. Isolado , mas com a vantagem adicional dos bons momentos passados e a esperança nos que se seguirão. Encontro inúmeros obstáculos, mas que toda a gente também tem que enfrentar. A grande distância do ponto de partida sinto falta do que deixei, mas sei do fundo do meu coração, que já falta pouco para voltar. Voltar para poder recarregar esta bolsa de oxigénio que se vai esvaziando à medida que o tempo passa. Nesse caminho, no meio do deserto, encontro uma pequena flor. Tão pequena e aparentemente insignificante, mas que para mim me dá um alento inesperado que nunca pensei vir a encontrar. Levo-a comigo na viagem, embora saiba que muito em breve irá murchar. Pelo menos, se o caminho ainda for longo e não a conseguir voltar a plantar. Por enquanto vamos seguindo este trilho e deixando atrás de nós a marcação do caminho por onde viemos. Em último caso, de desespero, sempre será possível voltar atrás. Não é que pense muito nisso, mas mais vale prevenir. Acabei de encontrar um novo beco sem saída. Volto atrás e aponto numa nova direcção. É menos um beco que terei de voltar a enfrentar.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
domingo, novembro 23, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
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